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As FARC-EP transitarão à vida civil através do desporte, da cultura e da educação

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Poderia haver uma equipe das FARC-EP na categoria B do futebol colombiano, os integrantes dessa guerrilha correrão na meia maratona de Bogotá no mês de julho e os guerrilheiros que queiram estudar medicina poderão fazê-lo se cumprem os requisitos, depois de realizado o censo socioeconômico que determinará as possibilidades de cada um deles; tudo isso como parte dos Acordos de Paz no trânsito e reincorporação à vida civil.

Isto seria possível como parte dos processos de reincorporação dos integrantes desta guerrilha, pactuados com urgência no concílio de Cartagena onde entraram outros temas como as garantias de segurança, a urgência do desenvolvimento legislativo, o trânsito à legalidade e a melhoria das condições em que se encontram as zonas veredais.

Em matéria de trânsito à legalidade, as FARC se comprometeram a entregar a lista de todas as pessoas que compõem esta guerrilha, de maneira que o Governo deva dar todo o apoio para levar a cabo as anistias, muitas delas atrasadas até o momento, e iniciar com os processos pedagógicos que darão passagem à reincorporação dos guerrilheiros à sociedade civil.

Neste sentido, 300 integrantes das FARC-EP começarão sua capacitação para serem escoltas, enquanto a Universidade Nacional avança na estruturação do censo socioeconômico que determinará que profissões adotarão os integrantes desta guerrilha e como se poderá dar essa formação acadêmica, que tem sido apoiada pelas universidades públicas do país.

De igual forma, no trânsito à legalidade as FARC-EP deverão decidir a forma que seu partido adotará, consenso ao qual se chegará no congresso constitutivo que se realizará no mês de agosto; frente a este tema, Jesús Santrich, integrante do Secretariado Geral das FARC, assinalou que esse é um “processo complexo onde a organização entra a fazer a construção de um partido democrático, que necessita ouvir muitas vozes”.

De outro lado, Santrich afirmou, frente aos riscos que ainda rondam a implementação dos acordos de paz, que “o trânsito da guerra à paz é um salto histórico que deve ter problemas, porque sempre cabe a possibilidade de que se apresentem dificuldades”; no entanto, ao mesmo tempo considera que o problema que mais lhes preocupa é o fenômeno do paramilitarismo e a posta em marcha da Unidade do desmonte deste tipo de grupos armados.

Tradução: Joaquim Lisboa Neto

Fonte: Contagio Radio

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