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ONU denuncia assassinato de 42 ativistas na Colômbia

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Em apenas quatro meses de 2017 têm-se incrementado os casos de ativistas assassinados na Colômbia.

O Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos se pronunciou na segunda-feira, 02 deste mês, acerca do risco que correm os defensores de essas garantias em muitos lugares do mundo e, se referiu em particular ao caso da Colômbia, onde têm-se reportado dezenas de assassinatos no que vá de 2017

Zeid Ra’ad Al Hussein numa conferência de imprensa em Genebra afirmou que os ativistas, assim como os jornalistas e outros representantes da sociedade civil, enfrentam grandes perigos no desempenho de seu trabalho.

“Recebemos a informação de ao menos 41 casos de defensores de Direitos Humanas assassinados na Colômbia em apenas quatro meses de 2017. Isso representa um aumento com respeito ao mesmo período de anos anteriores e é muito alarmante” apontou.

O representante advertiu que de continuar a tendência de assassinar defensores dos Direitos Humanos, “poderia prejudicar os enormes esforços em prol do processo de paz”, e instou a todos na Colômbia a “se manter vigilantes”.

Igualmente, Zeid falou sobre a violência contra esses ativistas em Honduras, especialmente nas áreas rurais, assim como em Brasil, onde tem aumentado os ataques contra essas pessoas e, assinalou que o governo deve fazer mais para combater a impunidade nos casos de delitos violentos contra quem defende os Direitos Humanos.

Nesse sentido, falou sobre os nove integrantes do Movimento Sem Terra no estado brasileiro de Mato Grosso, sem que as autoridades se hajam pronunciado ao respeito e, afirmou que houve reportes de 61 defensores do direito à terra mortos no estado de Pará em 2016.

Jornalistas, também, em perigo.

O Alto Comissionado falou também acerca das dificuldades que debem abordar os jornalistas para exercer sua profissão e, mencionou o caso de México, onde 124 comunicadores têm sido assassinados desde o ano 2.000, segundo dados da Comissão Nacional de Direitos Humanos. “Cinco deles foram mortos nas últimas semanas. Ademais, desde 2006, 31 defensores de Direitos Humanos têm sido assassinados, dois deles este ano” salientou.

Zeid instou os governos a combater a impunidade e, a castigar de forma exemplar os crimes e abusos contra jornalistas e ativistas em América Latina para que possam realizar sua labor de forma segura e livre, em benefício da sociedade em seu conjunto.

Fonte: Telesur

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