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Precariedade, Corrupção e Insegurança flagelam as Zonas Veredais

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As denúncias sobre os descumprimentos do Governo nacional aos Acordos de Paz continuam vindo à tona, ademais das precárias condições nas quais se encontram as Zonas Veredais Transitórias de Normalização [ZVTN], onde estão os integrantes das FARC, se soube da presença das Forças Armadas muito perto das ditas Zonas, o que, segundo esta guerrilha, estaria violando os protocolos.

Além disso, se conheceu sobre os altos custos dos víveres, a nula atenção para as mães gestantes e lactentes, assim como para seus bebês, e a falta de materiais para continuar com as construções das moradas.

Numa recente coletiva de imprensa, a delegação das FARC assegurou que há 80% de descumprimentos por parte do Governo às Zonas Veredais. Estas são as situações mais recentes acontecidas em algumas das Zonas nas quais se encontram os integrantes desta guerrilha:

Tumaco

Através de um comunicado, os porta-vozes das FARC que se encontram na Zona de Normalização Ariel Aldana – La Variante asseguraram que 3 lanchas da Armada Nacional ancoraram “na margem do rio e embarcaram elementos que não puderam ser identificados”.

Com este fato estaria ocorrendo uma violação aos protocolos, dado que, segundo o acordado, ao redor das ZVTN se tem um setor de segurança situado a 1 km para desta maneira evitar incidentes entre forças militares e integrantes das FARC.

Icononzo

Nesta ZVTN [Antonio Nariño] vivem atualmente 345 integrantes das FARC, dos quais 39 se encontram enfermos, incluindo uma mãe gestante que tem eclampsia. Segundo a denúncia de várias organizações sociais da região que têm feito fiscalização, no lugar há uma ausência de condições mínimas para que as pessoas possam viver.

Segundo a presidenta do sindicato agrário de Icononzo, “os filhos das guerrilheiras estão dormindo nuns casebres em mau estado, condições que evidenciam a negligência do governo quanto à satisfação dos direitos dos meninos, das meninas e dos adolecentes”.

Caquetá

Jhon Chavarro, defensor de DD.HH. em Caquetá, manifestou que no passado 8 de março, enquanto participavam numa atividade comemorativa do Dia Internacional da Mulher na ZVTN de Água Bonita no Município de Montañita, se observou a vários homens do Exército Nacional gravando aos que se encontravam presentes no lugar.

“Com câmaras de telefone celular e com câmaras que trazem incorporadas em seus capacetes observamos como membros da Força Pública começaram a gravar. Tiraram fotografias das placas das motos”.

Apesar disso, as pessoas que decidiram acompanhar esta comemoração na ZVTN estiveram no evento. No entanto, ao sair da referida zona o defensor de DDHH Jhon Chavarro foi vítima de um comportamento irregular por parte dos militares.

“Às 8 pm, quando saio da ZVTN, os militares me detêm e me interrogam. Se me pergunta por 4 ocasiões se tenho família guerrilheira. Depois me pedem meu nome, documentos. Me fazem o registro e isto o fiz de público conhecimento, tendo em conta o alto número de assassinatos aos líderes que tem ocorrido no país”, concluiu Chavarro.

Os preços dos víveres para as zvtn estão nas nuvens

Adicional a todas estas situações, agora se soma mais uma que pareceria inacreditável: os preços que são cobrados ao Estado por parte dos fornecedores que este contratou são muito mais altos que a média dos preços do mercado.

Esta denúncia foi feita numa coletiva de imprensa por Pastor Alape, Marcos Calarcá e Carlos Antonio Lozada, os quais asseguraram que os produtos que eles compravam enquanto se encontravam em guerra eram muito mais baixos.

Na fatura que foi dada a conhecer pela Revista Semana se pode detalhar os altos preços dos produtos, um pacote de café de 500 gramas, por exemplo, está em $ 14 mil pesos e um condimento trisalsina de 200 gramas está em $ 25 mil.

Tradução: Joaquim Lisboa Neto

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